Meu roteiro pela República Dominicana de carro: 11 dias entre praias, cultura e aventura
- Júlia Orige
- há 2 dias
- 15 min de leitura

Quando a gente pensa em República Dominicana, a imagem que vem à cabeça é quase sempre a mesma: resorts all inclusive em Punta Cana, drinks coloridos na beira da piscina e sombra de coqueiro. Mas o país vai muito além disso — e foi exatamente isso que eu descobri viajando de carro pela República Dominicana durante 11 dias.
Foi uma viagem maravilhosa, com alguns mini perrengues pra resolver mas no fim deu super certo e aproveitamos muito.
Fiz essa viagem no final de fevereiro de 2025 com minha melhor amiga e minha namorada.
Nesse post, vou te mostrar meu roteiro completo pela República Dominicana, com detalhes sobre onde me hospedei, o que fiz em cada lugar, como foi dirigir pelas estradas dominicanas e, claro, se vale a pena ou não alugar um carro pra explorar o país. Se você está buscando uma viagem rica em cultura, praias paradisíacas e experiências fora do óbvio, acabou de encontrar.
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Nosso voo low cost pela Arajet
Compramos nosso voo de São Paulo à Punta Cana numa promoção muito boa, achei no Skyscanner por R$ 1400. O voo era pela Arajet, uma companhia low cost que começou a operar agora a partir do Brasil, mas que já é bem consolidada na República Dominicana.
O voo é low cost e dura 7 horas, estava com um pouco de medo de ser super desconfortável mas achei bem ok. Só não tem nenhuma refeição inclusa nem entretenimento. Como eu tenho um kindle e passei na Sala Vip da Nomad antes de embarcar, pra mim foi bem tranquilo. Gravei um vídeo do voo:
Leia também: Guia da conta Nomad
Como alugar um carro em Punta Cana
Eu fiz o aluguel de carro pela Discover Cars, que é um site de várias locadoras. Escolhi um dos mais baratos, que era uma tal de Mex. Chegando no aeroporto de Punta Cana, não tinha nenhuma Mex, eu não entendi direito se era uma intermediária ou se o nome da empresa mudou. Mas nosso carro foi alugado na Americar (que eu também não acho no Google), fomos perguntando até achar.
O local de aluguel de carros fica fora do aeroporto, vou marcar no mapa pra você:
Nós desembarcamos no terminal B, que fica mais longe. E andamos até onde está o ícone de carro, que é uma casinha com balcões de várias locadoras de carro.
E tivemos um problema, que acredito ser pontual, mas mesmo assim foi um belo transtorno. Alugamos o carro por 11 dias, por R$ 1800 na internet. Chegamos lá e havia tido um erro no sistema e eles alugaram mais carros do que tinham disponíveis, então simplesmente não tinha um carro pra gente.
As opções eram: cancelar a reserva e pedir o reembolso, alugar outro ou ficar de ônibus (que teria sido bem complicado pro nosso roteiro) ou voltar novamente no dia seguinte para ver se poderia ter alguma devolução que nós pudéssemos pegar o carro.
Até tentamos alugar com outras locadoras, mas os preços eram exorbitantes. Pelo menos 6 mil reais sem seguro e no nosso aluguel tinha seguro de cobertura total. E acredite, você deve muito pegar um seguro de cobertura total para a República Dominicana. O trânsito lá é um caos.
Pra gente estava completamente fora de cogitação pagar 6 ou 7 mil para um aluguel de carro. Então voltamos no dia seguinte para esperar ter alguma devolução. A moça que nos atendeu foi muito querida, apesar do perrengue, ela tentou de tudo pra solucionar. Acho que o nome dela é Chantay (não sei exatamente como escreve). E no dia seguinte ela conseguiu um carro pra gente, pelo mesmo valor.
Meio que perdemos um dia de roteiro, mas deu tudo certo e eu agradeci muitas vezes por não ter desistido e ficado de ônibus. Porque o transporte público dentro das cidades é inexistente e os Ubers são bem caros.
No fim gastamos cerca de 2 tanques e meio de gasolina, que deu uns 700 reais. Achei que valeu muito a pena e nos deu uma liberdade que não teríamos. Na verdade não teria como fazer muitos dos passeios que fizemos sem carro. Se você quer explorar as cidades e fazer passeios fantásticos, eu recomendo demais alugar um carro.
Mas alugue sempre antes, os preços lá são feitos pra americanos, não pra gente que ganha em reais.
Leia também: 7 melhores malas de bordo pra viajar
Como foi dirigir na República Dominicana
O trânsito é caótico, tenha isso em mente. Ao mesmo tempo que é quase necessário alugar um carro pra ter acesso aos passeios mais legais, também requer uma experiência bem boa de volante pra encarar dirigir na República Dominicana.
Eu amo dirigir, tenho 10 anos de direção e realmente tenho experiência com carro. Não sou uma pessoa que fica irritada no trânsito e consigo me adaptar aos locais. Pra dirigir lá você precisa ter paciência, é sério.
Pra ser bem sincera, eu gostei. Mas é porque eu gosto de desafios e sou boa com isso em específico.
As estradas não são ruins, a não ser em Samaná que tinha algumas beeem quebradas no centro. Mas de forma geral, estão em bom estado.
O problema são as pessoas mesmo, não parecem seguir código de trânsito algum. Ou pelo menos é um muito diferente do nosso. Não creio que as rótulas sejam preferenciais, os motoqueiros andam todos no acostamento e sem capacete.
A lotação mínima de uma moto são 2 pessoas mas chegamos a ver 5. Acho que tem muito mototáxi, pelo que pude observar. Mas também não sei dizer como funciona para chamar eles.
Eles não tem ônibus nas cidades, só os intermunicipais. O transporte dos trabalhadores é por vans, que não tem grandes explicações de como funcionam nem placas de pra onde vão.
A buzina é utilizada majoritariamente para se avisar que vai fazer algo arriscado - e que nós consideramos errado - uma ultrapassagem maluca geralmente. Se tiver alguém buzinando não é pra você parar qualquer coisa, é só um aviso, "preste atenção que eu tô passando".
Em Punta Cana o trânsito não é tão selvagem, mas em Santo Domingo a coisa fica séria.
A grande maioria dos carros são batidos, com peças faltando ou remendados - vimos remendo até com folha sufite e fita adesiva.
Vimos um caminhão de bombeiro tentando entrar em uma rua minúscula, raspando num carro, desistindo e indo embora depois de deixar o carro amassado e com riscos vermelhos e pretos.
Deixe o carro alugado em estacionamentos e em locais que não sejam passagem, porque isso é muito comum.
Mas dito isso, nos 11 dias que ficamos por lá, rodamos metade do país e não tivemos nenhum arranhão ou acidente com o carro.
Nossa escolha de roteiro para a roadtrip
A chamada inicial para essa viagem era conhecer Punta Cana, claro, que é a cidade mais famosa da República Dominicana. Mas ai pesquisando eu fui me interessando por mais locais, queria conhecer a parte histórica de Santo Domingo e vi que Samaná era ótima para Snorkel e que dava para ver baleias jubarte.
Em todos os roteiros que vi também indicavam a Isla Saona, como um ponto quase obrigatório e resolvemos passar um dia lá.
Chegamos por Punta Cana, pegamos o carro alugado, passamos 4 dias explorando Punta Cana, depois dirigimos até Bayahibe, que é onde se pega o barco para ir até a Isla Saona, dormimos um dia na ilha, voltamos e fomos até Santo Domingo, onde passamos 2 dias. Depois seguimos viagem para mais 4 dias em Samaná. E de Samaná fizemos o caminho todo de volta para Punta Cana, que é o mesmo, não tem estrada de ligação entre Samaná e Punta Cana, tem que passar por Santo Domingo.
Como levar dinheiro para a República Dominicana
A moeda da República Dominicana é o peso dominicano, vários locais turísticos aceitam dólares também.
Para levar dinheiro para a República Dominicana nós usamos uma estratégia de cartão da Nomad + dinheiro físico em pesos dominicanos que enviamos via Western Union e acho que foi perfeito.
O cartão da Nomad foi muito bem aceito em todos os locais que aceitavam cartão - inclusive por aproximação. Mas haviam vários locais que não aceitavam nenhum tipo de cartão, então precisamos bastante de dinheiro físico.
Como usar o cartão da Nomad na República Dominicana?
Na conta da Nomad o seu dinheiro fica em dólares, mas na hora de passar na máquina de cartão ele converte automaticamente sem cobrar mais nada por isso. E dessa forma sai mais barato do que pagar em dólares!
Você só precisa passar o cartão normalmente e se a máquina perguntar qual moeda, escolha sempre pesos dominicanos.
Como sacar dinheiro via Western Union?
Para ter dinheiro físico em mãos eu escolhi mandar pela Western Union, porque a taxa dos caixas eletrônicos era muito alta. No que vimos a taxa era 75 reais + 8% da sua transação.
E haviam várias lojas da Western Union na República Dominicana. Para mandar dinheiro você só precisa baixar o app da Western Union, se cadastrar com seu documento e fazer uma transferência para si mesmo.
O dinheiro é enviado por Pix para a Western Union e em cerca de 1 hora você pode sacar em qualquer loja Western Union da República Dominicana com o seu passaporte. É bem fácil, eu já fiz isso lá e na Argentina.
Só não recomendo confiar 100% nesse método porque nem sempre a loja estará aberta, tem locais que só aceitam cartão e eu acho perigoso ficar andando com um bolo de dinheiro.
Recomendo muito ter também uma conta internacional da Nomad. A Wise também é boa, mas eu não confio 100% porque tem muitos relatos de viajantes que ficam na mão usando Wise, o cartão simplesmente não passa sem explicação. Já aconteceu comigo também, mas achei que fosse pontual, depois que comecei a criar conteúdo sobre é que descobri que é uma situação muito comum.
Meu roteiro dia a dia pela República Dominicana
Dia 1: chegada em Punta Cana + praia de Bibijagua
Chegamos no aeroporto de Punta Cana de manhã, então entre os trâmites de desembarcar, tentar pegar o carro e ir pro Airbnb não dava pra marcar nada muito concreto no roteiro.
Escolhemos começar conhecendo uma praia pública, a praia de Bibijagua, que fica na zona de Bávaro. Fomos de Uber e ele nos deixou em um estacionamento, depois caminhamos um pouco até a entrada pública da praia.
A água não estava super cristalina, mas foi uma ótima primeira experiência. Ficamos até o pôr do sol e depois fomos comer e passar no mercado.
Dia 2: Playa Juanillo + Cap Cana
No primeiro dia inteiro de viagem eu queria algo bem caribenho e praiano, um dia pra descansar na beira do mar e beber drinks. Escolhemos a playa Juanillo, que é "semi pública". Ela fica dentro de um condomínio, mas você consegue acessar pagando uma entrada, que é revertida em consumação em um bar da praia.
A praia é linda, muito agradável e foi um dia incrível. Dentro desse mesmo condomínio, o Cap Cana, tem uma marina onde tem alguns restaurantes e lojinhas. Depois da praia fomos pra lá dar uma passeada e comer, valeu muito a pena.
A entrada pra praia foi 20 dólares por pessoa (preços de 2025), pagamos na entrada do condomínio, depois ainda tem que andar um bom bocado pra chegar no acesso da praia. Pode colocar no google maps e ir indo até ter alguma catraca, na catraca você precisa descer do carro e ir pagar a entrada. Ali eles vão te instruir onde ir para a entrada da praia.
Na hora de entrar mesmo na praia tem um segurança que pergunta se você é proprietário ou turista, porque pra acessar a praia precisa ou ter uma casa por ali ou pagar essa entrada.
Mas a parte boa é que essa entrada te garante espreguiçadeiras de brinde e é revertido em consumação no bar da praia. Pedimos drinks mas eles tem comidas também. Deu uns dois drinks por pessoa por esse valor.

No fim de tarde nos trocamos e fomos pra marina de Cap Cana, que é uma fofura. Tem alguns restaurantes por ali, comemos comida italiana e tava uma delicia.
Dia 3: Resort All Inclusive Iberostar
Eu não queria uma viagem só de resort all inclusive, que costuma ser o mais comum pra conhecer Punta Cana, mas um diazinho num all inclusive é super atrativo, né? Optamos por pegar um day pass para o Iberostar Punta Cana.
Pagamos 59 dólares no site do Iberostar e pagamos com o cartão da Nomad. Toda vez que eu faço uma compra em moeda internacional uso o cartão virtual da Nomad pra pagar, assim economizo na cotação, no IOF e garanto a segurança também.
Veja o vídeo que eu fiz no Iberostar:
Dia 4: Cenotes Ojos Indígenas
Um dos passeios mais incríveis que fizemos. Visitar os lagos Ojos Indígenas vai ficar pra sempre na minha memória, é um local mágico. São 12 lagoas, com profundidades diferentes, no meio do mato e com cor turquesa, mesmo estando um dia nublado.
Nadar nos lagos foi surreal. Uma das melhores experiências que eu já tive, a água é super cristalina. Lindo demais.
Mas é um local mais difícil de visitar, ele é propriedade privada de um resort e eles tem regras meio... ahn? pra entrar.
É o seguinte. Você pode visitar com um guia por 90 dólares, essa opção é aberta a todos os públicos. Mas o guia vai te mostrar pássaros, insetos e a paisagem. No final você tem 30 minutos pra nadar em uma das lagoas.
Para hóspedes do Punta Cana Resort a entrada é livre e gratuita. E para quem está hospedado em um raio de até 5 min de carro do local do parque é possível entrar pagando 50 dólares por pessoa, sem guia. E pode nadar em 3 lagoas, que são as 3 mais fundas.
Nós fomos nessa terceira opção. Eu realmente queria aproveitar um tempo, nadar com calma e curtir o local sem excursão. Achei que valeu super a pena. Mas se você estiver mais longe, acho que vale conhecer com o guia também, já que não tem outra opção. E é realmente lindo.
Mostrei tudo da minha experiência nos Ojos Indígenas aqui nesse vídeo:
Eu reservei o dia todo pra isso, mas se quiser encaixar com outro passeio dá também. Dá pra encaixar uma praia pra tarde/final de tarde. Porque as lagoas fecham às 16h30, então dá pra ir de manhã e ficar até o começo da tarde, depois almoçar e curtir uma praia.
Dia 5: Isla Saona
Nosso roteiro de viagem incluiu uma pernoite na Isla Saona, mas eu não recomendo fazer exatamente isso. Se for pra dormir na Isla Saona fique mais noites e escolha uma pousada diferente da minha. Contei tudo sobre aqui.
Nós saímos de Punta Cana cedo, pra chegar no Porto de Bayahibe antes das 9h, horário que sai o barco público para Mano Juan, o vilarejo na Isla Saona. Chegamos levemente atrasadas porque a minha amiga passou mal, então perdemos o único barco do dia. O cara responsável deu um jeito pra gente e nos mandou junto com o barco de carga de abastecimento de bebidas.
Todo mundo na República Dominicana foi super simpático e fez de tudo pra resolver nossos problemas. Isso ajudou bastante na nossa viagem.
Para embarcar pra Isla Saona você precisa comprar uma pulseira de acesso ao parque nacional, ela é comprada numa casinha verde atrás do estacionamento público do porto de Bayahibe. E só dá pra pagar em dinheiro. Chegue com antecedência e leve dinheiro físico.
O barco também é pago somente em dinheiro, ele custou 2.000 pesos ida e volta, que pagamos de uma vez só.
Na ilha quase nada aceita cartão, então é bom sacar um dinheiro no dia anterior.
Fomos pra Isla Saona às 10h, almoçamos na praia, em um restaurante chamado Flamingo. Era uma delícia e os funcionários foram super legais, mas era meio caro, esperado já que estávamos numa ilha.
Fizemos check-in no hotel e depois fomos pra praia. A partir de Mano Juan, a vila da Isla Saona, as praias "mais bonitas" mais próximas ficam a cerca de 40 min andando. Nós fomos andando e paramos no caminho porque estava perfeito, lindo, deserto e paradisíaco.

Pra terminar o dia pedimos uma pizza na pizzaria el Hornito, que acho que deve ser a única da Ilha. É muito boa, de verdade. A pizzaria é uma janela, que também é mercearia. E está com a localização errada no Google.
Eu fiz um mini mapa pra facilitar a sua vida, pra navegar só dar zoom. A pizzaria está marcada com um ícone de pizza:
Dia 6: Isla Saona + Santo Domingo
O barco que sai da Isla Saona para Bayahibe saí todos os dias às 14h30, então deu tempo de tomar café, aproveitar a praia e pegar o barco. Deixamos pra almoçar em Bayahibe.

Em Bayahibe almoçamos num restaurante à beira mar, o La Bahia, que estava beeem gostoso. E fomos pra Santo Domingo.
As estradas intermunicipais deles são boas, tem pedágios e eles só aceitam dinheiro. Os pedágios variam entre 100 e 200 pesos, não vi nenhum mais caro que isso.
Foi chegando em Santo Domingo que vimos nosso primeiro caminhão migratório - e foi meio surreal. Vimos de costas algo que parecia uma gaiola sobre rodas. E é isso mesmo, eles tem alguns caminhões com uma espécie de jaula em cima e vão atrás de imigrandes ilegais. Vimos em Santo Domingo e na estrada para Samaná.
Dia 7: Zona Colonial de Santo Domingo
Reservamos esse dia para explorar a cultura e história de Santo Domingo. Estacionamos em um estacionamento rotativo na Zona Colonial e fomos explorar a pé.
Começamos pela catedral, que é a primeira catedral das Américas, já que Santo Domingo é também a primeira capital das Américas. Foi ali que Cristóvão Colombo e os colonizadores espanhóis deram início à colonização no Novo Mundo, no final do século XV. Caminhar pelas ruas de pedra da Zona Colonial é como passear por um museu a céu aberto: igrejas centenárias, praças charmosas, museus, cafés e casinhas coloridas lado a lado.
A Zona Colonial é bem bonita, conservada e tem vários museus para entrar.
Recomendo visitar na Zona Colonial de Santo Domingo:
Catedral de Santo Domingo
Fortaleza Ozama
Museu de Las Casas Reales
Alcázar de Colón
Museu do Larimar
Museu do Âmbar
Aqui você descobre mais da história da República Dominicana, principalmente ligada à colonização. Achei poucos registros dos povos pré-colombianos. Acredito que tenha sido um dos locais com maior taxa de genocídio, já que foi o primeiro.
Leia também: Roteiro completo de Punta Cana
Dia 8: Parque Três Ojos + deslocamento para Samaná
Uma grata surpresa na nossa viagem, o Parque Três Ojos foi infinitamente mais incrível ao vivo do que qualquer foto ou vídeo possa transmitir. Sabíamos que era bonito, mas estar lá foi surpreendente, a energia do local é muito forte.
Veja o vídeo que eu gravei lá:
Chegar no parque é bem tranquilo de carro ou de Uber. A entrada custa 200 pesos (uns 20 reais) e só pode ser paga em cartão, não aceitam dinheiro. Mas existe um 4º lago dentro do parque que só é acessado de balsa e essa balsa precisa ser paga em dinheiro, não aceitam cartão. Custa 50 pesos.
Vale muito a pena fazer o passeio completo, com a balsa. Reserve umas duas horas pelo menos para curtir o parque, tem bastante escada.
Depois de explorar o parque Três Ojos, seguimos viagem pela República Dominicana, subindo para Samaná. A estrada começou a ficar meio ruim, passando por dentro de cidades e diminuindo bastante o ritmo. Mas sem problemas, nos divertimos muito no caminho.
Samaná é uma região que não recebe tantos turistas quanto Punta Cana ou Santo Domingo (que já recebe muito menos que Punta Cana) e as coisas são mais rústicas por lá. Nosso hotel não aceitava cartão, eles até tinham uma máquina e dizia no Booking que aceitava, porém eles falaram qualquer coisa sobre a conta estar bloqueada e pediram pra fazer uma transferência via Paypal pra uma 3ª pessoa que não faço ideia de quem seja, mas tudo certo.
Dia 9: La Hondonada + Playa Rincón
Saímos de manhã em direção à Las Galeras, ao norte da Península de Samaná. Paramos em La Hondonada, que é esse pórtico natural de pedra na beira do mar.
Eu não sei se ele fica em uma propriedade privada, ou só entre propriedades privadas. Mas basicamente você para na estrada onde está a localização do Google Maps e ai confia, entra numa mini trilha passando por uma corda de ferro. Parece que não vai ter nada.
Mas lá está, essa beleza da natureza te esperando.
Seguimos em frente pra Playa Rincon, que é maravilhosa. Paramos no caminho pra almoçar, num restaurante com vista pra praia, que estava super vazio.
Entrando na praia tem uns policiais basicamente pedindo gorjeta por cuidarem dos carros. Entramos, estacionamos perto do rio e nos instalamos.
O rio é absurdo de lindo, um rio tão cristalino quanto o rio Sucuri em Bonito. Este é o rio Caño Frio, no lado esquerdo da Playa Rincón:


O rio encontra o mar no canto da praia, mergulhando dá pra ver a água salgada encontrando com a doce. Ela fica turva, é muito interessante. Aqui dá pra fazer snorkel, nós vimos alguns corais e peixinhos, mas por conta dessa questão da água se encontrando não foi o melhor ponto de snorkel da viagem.
Tinha poucas pessoas na praia e no rio, foi super agradável e me senti bem segura.
Dia 10: Passeio baleias + Cayo Levantado
Imagina sair num barco oceano adentro procurando baleias jubarte e quando você acha, elas pulam pra você. Esse passeio que eu comprei no GetYourGuide leva a gente em busca das baleias no seu habitat natural, na baía de Samaná. Ele só acontece quando é época das baleias ali, então se o link não estiver funcionando é porque passou a época.
Eu fui no começinho de março.
Veja o vídeo do passeio:
Depois de avistar as baleias - que foi uma das experiências mais incríveis que eu já tive - fomos para a ilha de Cayo Levantado. Onde ficamos cerca de 4 horas na praia pública. Se você gosta de mergulhar não perca essa oportunidade, foi um mergulho incrível.
O canto esquerdo da praia tem mais corais, fica a dica.

Bebi um drink muito gostoso na beira da praia, chamado Coco Loco, é um drink de água de coco + leite de coco + run dentro de um coco. Uma delícia e a única forma de tomar um coco gelado nessa país, porque eles até tem água de coco mas quente.

Dia 11: volta para Punta Cana
O último dia de viagem foi só voltando pra Punta Cana, refizemos todo o caminho da ida, porque não tem estradas ligando Samaná à Punta Cana direto, tem que passar por Santo Domingo. Mas são 5 horas de estrada, não é nada demais também.

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